Bilhete Cumulativo 3 dias: Galeria Uffizi, Palácio Pitti e Jardim de Boboli

O Bilhete Cumulativo 3 dias consecutivos permite o um acesso a cada sito que compõe o pacote, Galeria Uffizi, Palácio Pitti e Jardim de Boboli.

Panorâmica

O Bilhete Cumulativo 3 dias consecutivos permite o um acesso a cada sito que compõe o pacote, Galeria Uffizi, Palácio Pitti e Jardim de Boboli..

No form de reserva, escolha a data e hora de ativação do bilhete iniciando pela Galeria Uffizi, primeiro sito a ser visitado. Será necessário apresentar-se no guichê de reserva (porta n. 3) da Galeria Uffizi 15 minutos antes do horário confirmado na data selecionada. Nos dois dias sucessivos será permitida a visita ao Palácio Pitti e ao Jardim de Boboli, nos hoirários de abertura.

Sitos incluidos no bilhete do pacoteI:

  • Galeria Uffizi: Um das Galerias mais importantes do mundo, as coleções de obras de arte contam com milhares de iténs provenientes de um passado rico de creatividade e muita fantasia artística. Parte das coleções são fruto de comissões por parte das corporações de arte, permitindo assim, trocas comercias, culturais e artísticas que fizeram de Florença uma das capitais mundiais da arte. Outras obras provém de doações diplomáticas, heranças de antigos conventos e dinástias. Emtre as obras, estão presentes artistas como Cimabue, Giotto, Masaccio, Botticelli, Leonardo da Vinci, Michelangelo e Raffaello.
  • Palácio Pitti: Símbolo da potência da família dei Medici, o Palácio foi residência também das dinastias Asburgo-Lorena (sucessores dos Medici desde 1737) e dos Savoia, reais da Itália desde1865. Atualmente é sede de 4 museus: o Tesouro dos Grandes Duques, a Galeria Palatina e os Apartamentos Reais e Imperiais, a Galeria de Arte Moderna e o Museu da Moda e Vestuário.
  • Jardim de Boboli: Modelo de jardim à italiana, curado inicialmente pela família Medici, compõe uma coleção de estátuas antigas e renascimentais, decorado por grutas - cujo a mais famosa realizada por Bernardo Buontalenti -, e grandes fontes. O circuito inclui o Jardim de Boboli, adjacente ao Jardim Bardini e o Museu das Porcelanas.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE RESERVAR

IMPORTANTE: após ter completado sua reserva com sucesso, irá receber dois e-mails: o primeiro (imediatamente após a reserva) será a copia de seu pedido e o segundo (um dia útil após a reserva ou na Segunda-feira se o pedido for feito na Sexta-feira ou final de semana) com o Voucher que deverá ser imprimido e apresentado ao museu 15 minutos antes do horário confirmado. Favor completar corretamente o formulário com enderço e-mail e verificar que os filtros anti-spam e antivírus não estejam bloqueando o correio eletrônico do nosso endereço [email protected] Especial atenção aos usuários de AOL e Sbcglobal.net. O voucher estará disponível em sua conta um dia útil após o pedido.

ATENÇÃO: se o horário reservado não estiver disponível, será confirmado automaticamente o horário mais próximo na mesma data. Os ingressos serão confirmados segundo disponibilidade do museu.

Política de cancelamento

Para cancelamentos após ter recebido voucher con relativo código de confirmação e para no show, podemos reembolsar o custo do ingresso não utilizado menos o custo do serviço (pré venda e reserva online).

Horários de abertura

Galeria Uffizi

  • De terça-feira a domingo: 8:15 - 18:50
  • Fechado na segunda-feira
  • Aberturas noturnas extraordinárias: todas as terças-feiras de 6 de junho a 8 de agosto e de 22 de agosto a 26 de setembro, das 19:00 as 22:00 (último horário de reserva: 20:30)
Palácio Pitti
  • De terça-feira a domingo: 8:15 - 18:50
  • Fechado na segunda-feira
Circuito Jardim de Boboli
  • 8:15 - 16:30 (de novembro a fevereiro)
  • 8:15 - 17:30 (março)
  • 8:15 - 18:30 (abril, maio,setembro e outubro)
  • 8:15 - 17:30 (no mês de outubro até a mundança de horário)
  • 8:15 - 19:30 (de junho a agosto).
  • Fechado na primeira e última segunda-feira do mês.

Categorias de preços

Ingresso inteiro

Ingresso reduzido: cidadões da União Européia de idade entre 18 e 25 anos (com apresentação de documento de identidade).

Ingresso gratuito: Crianças menores de 18 anos de qualquer nacionalidade (visitantes menores de 12 anos deverão ser acompanhados). Professores de escolas estaduais italianas com encargo a tempo indeterminado (com apresentação de documentação idonea). Docentes ou estudantes das Faculdades de Arquitetura, de Conservação dos Bens Culturais, de Ciências da Formação e dos cursos de formação em Letras ou matérias leterárias com especialização em Archeologia ou História-Artística, para Faculdade de Letras e Filosofia (os estudantes devem apresentar o certificado de iscrição do ano que está cursando), docentes e estudantes da Accademia delle Belle Arti (os estudantes devem apresentar o certificado de inscrição do ano que está cursando). Guias turísticos que exercem sua profissão (devem exibir autorização válida aprovada pelas autoridades). Empregados do Ministério dos os Bens e Atividades Culturais, membros do ICOM (International Council of Museums). Por motivos de pesquisas, atestadas por istituções escolares ou universitárias, de academias ou istitutos de pesquisa ou cultura, italianos ou estrangeiros, por orgãos do Ministério dos Bens e Atividades Culturais, ou seja por necessidades especiais, as autoridades do museo podem aprovar a entrada gratuita por periodos determinados.

Em ocasião do Dia Internacional da Mulher, dia 8 de Março de 2017, o acesso para mulheres aos Museus e Sitos Culturais Estaduais serão gratuitos.

Entrada gratuita no primeiro domingo de cada mês

Escolas: entrada franca, as reservas devem ser feitas diretamente com o museu.

O custo do serviço e o custo de eventuais exposições são obrigatórios mesmo para ingressos reduzidos, gratuitos e dias de visitas gratuitas. Ao apresentar-se ao museu será pedido um documento de identificação para justificar eventuais reduções de preço.

Regras de Comportamento

Antes da entrada nos ambientes expositivos, mochilas, bolsas, guarda-chuvas e outros objetos voluminosos deverão ser depositados na chapelaria. O depósito é gratuito. Em alguns museus, antes da entrada é previsto um controle com metal detector.

Galeria Uffizi e Palácio Pitti

Todos os visitantes serão convidados a observar as regras de comportamento conforme as normas de boa educação. Em geral, não serão permitidos comportamentos que possam colocar em risco a segurança das obras de arte e outros visitantes. É necessário respeitar as indicações gerais indicadas na sinalização museal e quando indicado pelos responsáveis de sala. É oportuno manter um moderado tom de voz. É importante o uso de vestuário adeguado à oficialidade dos ambientes do museu (é considerado inapropriado, por exemplo, visitar o museu com trajes de banho, ounão sucintos). É proibido caminhar descalços nos ambiêntes museias.

Os visitantes menores de 12 anos deverão ser acompanhados. Os celulares deverão permanecer desligados, ou em modalidade silenciosa.

É absolutamente proibido:

  • tocar as obras de arte ou chegar perto a objetos que poderiam danificar-se (com a única exceção de visitantes deficientes visuais e cegos, em relação às obras incluídas nas rotas dedicadas a eles)
  • apoiar-se nas bases das esculturas e nas paredes
  • correr nos ambientes museais
  • consumir bebidas nas área expositivas
  • introduzir bebidas em latinhas
  • introduzir bebidas alcoólicas ou corrosivas (p. e. Coca cola)
  • fumar (é proibido também o cigarro eletrônico)
  • fotografar com uso do flash; fotografar ou filmar com uso de selfie sticks, ou qualquer outro tipo de equipamento
  • escrever ou sujar os muros
  • abandonar papéis, garrafas, gomas de mascar ou outros resíduos: utilizar o lixo!
  • introduzir no interno do museu, facas e/ou equipamentos de vário tipo; introduzir  qualquer tipo de arma de fogo e/ou de material perigoso. É proibida a entrada aos vivitantes armados (mesmo com porte de armas), ulteriores condições deverão ser previamente comunicadas e eventualmente autorizadas pelo Diretor di Instituto.
  • introduzir animais, com excessões aos cães guia para deficientes visuais, servicedog para assistência a deficientes e animais domesticos, com atestado de suporte para curas terapeuticas (pet therapy) com certificações de médicos de estruturas sanitáris públicas.

O pessoal de vigilância, identificado pelo cracha e uniforme, ficará à disoposição dos visitantes para informações sobre as coleções e serviços oferecidos pelo museu. O pessoal é responsável pela segurança das obras de arte, peloas pessoas e pelo regulamento elencado. Os visitantes deverão cumprir com as regras e observações do pessoal de vigilância, que poderá convidar os para não colocar em perigo as obras de arte e outros visitadores.

É permitido fotografar as obras (exceto as da exposição temporânes) para uso pessoal e sciêntifico, não para fins comerciais ou publicações, cuja é necessária a autorização , onde prescrito, o pagamento de uma taxa..

Lembramos também, que é permitido desegnar e tomar nota com lápis, ou com dispositivos digitais, mas não com pinturas, cavaletes e outros equipamentos.

O utilizo do elevador posicionado na entrada do museu é reservado para pessoas com necessidades particulares -mesmo temporárias- com capacidade máxima de 6 pessoas por vez.

Jardim de Boboli

É proibido:
  • deturpar ou danificar esculturas, elementos arquitetônicos ou de decoração do jardim
  • calpestar os jardins onde estiver indicado ou isolado
  • colher frutos ou flôres, subir nas árvores ou pendurar-se nos galhos
  • introduzir bengalas de tipo nordic walking, bicicletas, skateboards ou patins, ou meios de trasporte motorizados de qualquer tipo
  • introduzir cães em geral mesco com coleira ou bucinheira, exceto cães para deficientes visuais e cegos
  • jogar qualquer tipo de descarte fora do lixo
  • acender fogos, deixar cigarros acesos ou utilizar componentes inflamáveis
  • capturar ou molestar a fauna
  • alimentar os animais
  • jogar bola, fazer buracos, atirar pedras, perturbar outros visitantes, se molhar nas fontes
  • grittar ou ligar o radio
  • comportar-se ou vestir-se em maneira não adeguada

Adultos e professores deverão acompanhar e vigiar menores e grupos escolares.

Para segurança dos visitantes, informamos que o percurso poderá apresentar terreno irregular, degraus escorregadios por cauda da chuva ou umidade. Aconselhamos de não percorrer partes do terreno íngreme, encostas de grama, não permanecer embaixo de arvores em caso de vento forte, para evitar o perigo de queda de galhos.

Lembramos que fotografias e videos cinematograficos ou televisivos para fins de publicação ou lucro, precisam de autorização específica.

Regras Especiais para Grupos da Galeria Uffizi

Grupos:

  • A partir de 1° de março de 2019, todos os grupos formados por 15 pessoas, que visitarem a Galeria Uffizi, deverão pagar a cota de € 70.00 a ser adicionado ao preço de cada ingresso e reserva.
  • Um grupo deverá ser formado por no máximo 25 pessoas.
  • É obrigatório o uso de fones de ouvido para grupos formados com pelo menos 7 pessoas que querem visitar o museu com acompanhamento de um guia turístico.
Escolas públicas e paritárias da União Européia:
  • As Escolas públicas e paritárias da União Européia tem ingresso gratuito a todos os museus estaduais de Florença, prévia reserva a ser efetuada diretamente com o concessionário oficial..
  • Serão excluídos do pagamento de € 70.00 adicionais, os grupos que efetuarem a reserva dentro do contexto reservado à escolas públicas e paritária da União Européia.

A Galeria Uffizi

O Palácio

Encomendado por Cosimo I em meados de 1500, o Palácio Uffizi foi projetado por Giorgio Vasari. Para realização do projeto foram demolidas muitas casas existentes na região. A construção do Palácio chegou a envolver a Igreja de San Pier Scheraggio, reservada ao culto religioso atè 1743. O objetivo da estraordinária contrução era poder hospedar as treze Magistraturas ou Uffizi (escritórios), que até então haviam sedes separadas uma da outra. Daí o nome Palácio dos Uffizi (Palácio dos Escritórios). Com o falecimento de Giorgio Vasari, Buontalenti e Alfonso Parigi foram encaregados à continuação da construção da Galeria. E' obra de Buontalenti a edificação do Teatro Mediceo ao interno da Galeria. Contruido por Francesco I em 1586, o Teatro foi, em seguida destinado a outros usos: foi sede do Senado nos tempos em que Florença era capital da Italia. Inclusive no edifìcio foram construidos laboratórios para a produções artezanais e artísticas. A construção isólita,como se fosse uma ferradura, se trata de dois corpos paralelos unidos por um corredor. Os dois andares apoiam sobre um alpendre sustentado por duas colunas e decorado por estátuas de personágens importantes que se destacaram por sua personalidade, desde o Idade Média até 1800.

Hoje o Palácio Uffizi è uma das Galerias de arte mais importantes do mundo, conheciada pelo seu nome em italiano como La Galleria degli Uffizi. Em 1993 o Palácio foi vitima de um atentado feito all' Accademia dei Gergofili, mas conseguiu em pouco tempo voltar ao explendor de sempre.

A Galeria

Foi Francesco I a realizar (1541- 1587) uma galeria de arte no segundo andar do Palácio Uffizi para deliciar-se ao passear entre obras de arte, como estátuas, tapetes e coleções de pinturas da casa da familia de´ Medici (familia nobre de Florença). Após reformas de modernização e adaptação, hoje a Galeria è uma das mais importantes do mundo, sede de coleções que contam com miliares de obras do passado rico de criatividade e fervida fantasia artística.

A Galeria reprenta o simbolo da vocação ao colecionismo e mecenatismo dos nobres da cidade, dos homens ilustres que a viveram. Parte das coleções é resultado de encomendas das corporações de arte e profições que deram vida ao comércio de bens culturais e artísticos que fizeram de Floreça uma das capitais mundiais da arte. Outras obra são resultados de doações diplomáticas, de antigos conventos e heraça de dinastias..

Foi a última esponente da familia de´ Medici, Anna Maria Luisa, a transformar a Galeria em ente público doando-o aos Lorena com a condição que ficasse sempre aberta ao publico. Hoje a Galeria è uma rica herança do passado, rica de criatividade, que faz de Florença um ponto de encontro e troca de experiências entre os mais importantes artistas estrangeiros.

Circuito Jardim de Boboli

O Museu das Porcelanas foi instituido em 1973 nas salas do ¨Casino del Cavaliere¨, construção adiacente ao Palácio Pitti. O edifício foi construido a pedido de Leopoldo de´Medici com objetivo de criar uma sala aonde receber artistas ou a corte medicea. A família Lorena transformou o ambiente em um salão de festas. Nestes locais foram recolhidas parte das coleções de cerâmicas mediceas, lorenesas e borbonicas.

O percurso do museu divide-se em três partes e foi organizado em forma cronológica e dividido por temas. Para começar temos  a coleção de porcelanas italianas e francesas do inicio do século XVIII, até chegar as coleções do final do século XIX. A primeira sala, antigamente reservada às danças de corte, contém colecões de Porcelanas italianas e francesas.

Uma das partes fundamentais da coleção é constituida por exemplares da ¨Real Fabbrica di Capodimonte¨, estabelecimento napoletano especializado na produção manual de objetos de época classica. Desta provem pequenas estatuas em biscuit que representam divindades e personagens ilustres, coleções de taças que com faces humanas inspiradas a esculturas de época romana, etrusca, egípcia e retratos de membros de famílias reais.

Muito prestigiosa históricamente e artisticamente ¨La scuola degli Orsi¨, esculturas em biscuit que recordam alegria e brincadeiras da corte. Podemos observar também coleções de taças e tacinhas de formas incertas e complexas. Na mesma sala exemplares realizados por ¨Manifattura di Doccia¨, conhecida em seguida como Ginori. As coleções de inspiração japonêsa e chinêsa, motivos floreais, decorações brancas e azuis e os relevos contradistinguem a produção toscana que trabalhou a serviço dos Lorena por muito tempo.

Entre os exemplos de trabalhos franceses temos a ¨fabbrica di Vincennes¨, em seguida chamada de Sèvres, respeitando o nome da cidade de onde provem, são produções caracterizádas por decorações floreais em várias tonalidades de azul e de rosa que retraem cenas de repouso nos campos das famílias reais. Muito interessante é a ¨Alzata¨ para ostras constituida por uma base de onde sai um conjunto de conchas brancas e azuis. Na segunda sala temos as ¨Porcellane Viennesi¨, onde conservam-se pequenas estátuas em biscuit em estilo neoclássico que representam mulheres nobres e cenas da vida de corte e preciosas coleções decoradas. Entre estas coleções encontramos porcelanas com imagens da cidade de Viena, vasos e bandejas com motivos floreais. A última sala contém as ¨Porcellane di Meissen¨ e produtos de outras proveniências e tipo de fabricação. A fabrica de Meissen provou pela primeira vez a pasta dura com a qual realizou os famosos Vasos inspirados à arte decorativa chinêsa.

Jardim de Boboli

O primeiro núcleo do jardim  foi comprado da familia Pitti em 1550 por Eleonora de Toledo, esposa de Cosimo I de' Medici. O projeto de reforma foi feito por  Niccolò Pericoli, chamado¨ il Tribolo¨; após sua morte em 1555, a direção da obra ficou sob respoinsabilidade de  Davide Fortini e sucessivamente, entre 1554 e 1561, foi dirigida por Giorgio Vasari. Ammannati também prestou sua colaboração de 1560 a 1583 e projetou um pátio que até hoje leva seu nome.

O grande espaço onde se encontra o  Anfiteatro, com forma semieliptica, com o qual foram armonizadas as duas asas do pátio  projetado por Ammannati, foi criado com a matéria prima obtida na grande cava de pedra aos pés da colina de Belvedere. Esta concepção arquitetônica fez com que Palazzo Pitti e Giardino di Boboli se harmonizassem e se trasformassem em um só corpo.

Após 1574 Francesco I encarregou para continuação da reforma o arquiteto Bernardo Buontalenti, o qual realizou a ¨Grotta Grande¨(Gruta Grande). A ¨Grotta¨ é a trasformação de uma estufa, construida entre 1556 e 1560 e projetada por Giorgio Vasari. Nas laterais da entrada, encontram-se as estátuas de Bacco e Cerere di Baccio Bandinelli (1552-1556).Nos cantos encontram-se, antes da substituição por peças de cemento feitas em 1924, os ¨Prigioni¨de Michelangelo. Nos primeiros anos de 1600, nos tempos do granducado de Cosimo I (1609-1621), além do muro erguido durante a guerra contra Siena, o jardim foi ampliado sob supervisão de Gherardo Mechini e Giulio Parigi.

A composição do jardim teve como pricipal elemento central a ampla passagem com cipreste, que conduz a grande bacia da ilha, realizada entre 1612 e 1620. A Giulio Parigi devemos também a reservatório de água que encontra-se na ilha, um dos lugares mais sugestivos do jardim, originamente destinado a plantação de frutas citricas e flores. Ao centro do reservatório provavelmente encontrava-se uma fonte de ¨Venere¨, substituida em 1636 pelo granduque  Ferdinado II com o ¨Oceano¨ de Giambologna. É de 1636 a estatua da ¨Abbondanza¨ (¨Abundância¨) na sua posição atual, começada por Giambologna e finalizada por Pietro Tacca.

Em 1700 a dinastia medicea estinguiu-se e o Granducado passou aos Asburgo-Lorena. Após um primeiro periodo de abandono, sob responsabilidade de Leopoldo de Lorena (1765-1790) iniciaram-se trabalhos de restauro nas esculturas, nas arquiteturas, nas instalações hidricas e vegetação. O jardim foi completado também com a construção de novos edifícios, entre os quais ¨Kaffeehaus¨ (1775) e ¨Limonaia¨ (1777-1778), projetados por Zanobi del Rosso, e o Palacete da ¨Meridiana¨, iniciada em 1776 por Niccolò Gaspero Paoletti.

Uma nova fase de decadência veio durante o dominio napoleonico (1799-1814) e em seguida a tentativa da granduquesa Elisa Baciocchi de transformar o Jardim de Boboli em um jardim à inglêsa, mas nunca chegou ao fim de seu projeto. Com a reforma da família Lorena o jardim voltou a ter o aspecto desde sua origem. Em 1834, sob responsabilidade de Leopoldo II, os labirintos do jardim foram destruidos para a abertura de uma rua para passagem de carroças, tudo projetado por Pasquale Poccianti. Durante este século o jardim foi cenário de celebres espetáculos ao ar livre.

O Jardim Bardini

O Jardim Bardini é um extraordinário ponto para observar Florença: são 4 hectares de parque que encontram-se entre a margem esquerda do rio Arno, a colina de Montecuccoli e os muros medievais. Na sua origem, o jardim era um sistema de horto em muros direcionados ao Palácio Mozzi e sobre toda colina ao redor. Em torno de 1700 Giulio Mozzi, apaixonado por jardins, enriqueceu sua propriedade com um muro fonte com o fundo decorado com mosaico polimatérico. Na segunda metade de 1800 o jardim barroco foi ampliado com a aquisição do jardim anglo-cinês que encontrava-se ao lado da Villa Manadora, criado por Luigi Le Blanc no começo de 1800.

Na segunda metade de 1800 os principes Carolath Benten compraram a propriedade inteira e enriqueceram o jardim com detalhes victorianos. Em 1913 o antiquario Stefano Bardini comprou o complexo composto pelo Palazzo Mozzi, pelo jardim barroco, pelo jardim anglo-cinês com uma porçâo de terra a mais com características agricolas e pele Villa Manadora. Bardini construiu uma rua para subir com carro partindo do rio Arno até a residência, destruindo a parte do jardim com muros de origem medieval e reunificou os dois edifícios já existentes do lado San Giorgio.

Com a morte do filho Ugo em 1965 deu-se inicio a um longo processo de herança concluido em 1996 graças ao ministro que atuava no momento, Paolucci. Em 2000 o Ente Cassa di Risparmio di Firenze, atravéz da Fondazione Parchi Monumentali Bardini e Peyron, deu inicio a reforma que durou quase cinco anos, para devolver ao jardim sua identidade, riqueza compositiva e vegetal. No parque agricolo, onde foram plantadas arvores de frutos da tradição toscana, pode-se percorrer a passagem ao longo de um túnel florido e admirar 60 variedades de hortências.

As escada barroca é a parte mais scenográfica do jardim com o Belvedere em direção da cidade e as seis fontes com o fundo de mosaico polimatérico. Ao longo da escada foram plantadas rosas bouborianas e iris; na parte mais baixa pode-se visitar um jardim  com bordas de grama e o teatro verde criado em uma cavidade do jardim.

No bosque à inglêsa, que fazia parte do jardim anglo-cinês, encontra-se um jardim com azaléias, onde podem-se admirar também outros tipos de vegetação, como camélias e uma coleção de plantas citricas. Da Via de' Bardi o percurso sobe em direção a residência e permite a admiração seja do jardim que dos monumentos de Florença. Ao chegar na Villa Bardini pode-se sair na Costa San Giorgio e em poucos minutos alcançar o Jardim de Boboli descendo em direção da cidade, percorrendo aproximadamente 7 km de área verde.


Palácio Pitti

Palácio Pitti

Situado na primeira grande praça da area da cidade que os florentinos chamam de ¨Diladarno¨ (¨do outro lado do rio Arno¨), o Palácio Pitti domina uma pequena colina aos pés de Boboli.

A contrução foi comissionada na segunda metade de 1400 por Luca Bonaccorso Pitti a Filippo Brunelleschi, mas o projeto hoje foi atribuido a Luca Fancelli, que idealizou e iniciou a edificação do primeiro Palácio que se encontrava do lado externo dos muros da cidade. O Palácio atraversou uma longa história de construção e de ampliamento, que durou quase quatro séculos.

A primeira versão do Palácio tinha dimensões menores do que as de hoje e previa dois andares revestidos de pedras. O estilo arquitetonico renascimental, sóbrio e harmonico, era realçado por elementos classicos de ordem dorica, ionico e corinzio. Os sucessivos ampliamentos deram ao Palácio a configuração atual. Entorno de 1550 o Grande Duque Cosimo I De´Medici comprou o imóvel para trasformá-la em residencia de família e em 1558 encomendou a reforma a  Bartolomeo Ammannati  que introduziu na fachada grandes janelas e realizou um pátio com alpendre.

A construção e decoração do grande jardim, chamado Boboli por causa do nome da colina onde se encontra, foram encomendados a Niccolò Tribolo. Em 1565 o Grande Duque quis a construção de um corredor realçado que permitisse à família de se locomover pela cidade sem correr riscos de atentados, até Piazza della Signoria. O projeto foi comissionado a Vasari. Em 1618 a obra continuou com a direção de Giulio da Parigi , che aumentou a construção com outros dois corpos de dois andares. Outras reformas aconteceram em 1640 com Alfonso da Parigi, que finalmente deu a dimensão e comprimento atual do Palácio.

O que podemos admirar hoje, porém, é resultado de outras reformas feitas por mando da família Lorena, que completou a fachada com a aplicação de dois ¨rondò¨ laterais que tendem em direção da praça como se a quisesse abraçar. Por vontade do Grande Duque Ferdinando II foram feitas as decorações das salas de representância da residencia de veraneio, no térreo, e na residência invernal no primeiro andar, visto que deviam festejar o casamento com Vittoria della Rovere. Para isto, foram convidados artistas famosos como Giovanni da Sangiovanni e Pietro da Cortona, cuja obras valorizaram e trasformaram o edifício em um verdadeiro Palácio.

O último pedaço construido foi o pequeno palacio da Meridiana, em estilo neoclássico, comissionado no final de 1700 a Gaspare Maria Paoletti e Pasquale Poccianti de Pietro Leopoldo. O Palácio Pitti, que nos anos teve várias funções, hoje é sede de importantes museus (Pratas, Porcelanas, Roupas antigas, Carroças, Galeria de Arte Moderna e Jardim de Boboli) de onde podem-se visitar os ambientes da residencia, as maravilhas de corte uma época distante, que soube manter em modo fiel ao longo do tempo suas tradições.



  AGaleria Palatina

A história da Galeria é ligada à história do colecionismo e do mecenatismo da familia De´Medici, em particular do Cardeal Leopoldo (1613-1675), do Cardeal Giovan Carlo (1611-1663) e do príncipe Ferdinando (1663-1713). As obras recolhidas por eles serviam somente para família, a Galeria de representância era a Galeria Uffizi. Graças ao interessamento dos Asburgo Lorena (1737-1848) as coleções aumentaram e foram reunidas nos apartamentos da família De´Medici. Somente em 1833 a Galeria foi aberta a um público selecionado.

A visita ao Palácio Pitti começa pelo primeiro andar onde encontram-se vinteoito salas. Ao entrar percorrem-se por alguns ambientes: a Anticamera dos ¨Staffieri¨, a sala  ¨Statue¨ e a sala  ¨Nicchie¨. Na sala ¨Statue¨ pode-se admirar a obra ¨Il Cavadenti¨ provavelmente foi criada por Caravaggio, segundo exames radiográficos feitos em 1991. A tela estaria em Florença desde 1637 e faz parte das  últimas obras realizadas pelo artista. Outra obra a ser apreciada é o Cristo ressuscitado de Rubens (em torno de 1616) pela sua particulariadade iconográfica.

Da sala de Venus à sala Iliade (Sala dos planetas) o percurso é retilíneo, as salas são postas em sequencia e são comunicantes. Percorrer o trajeto das salas dos planetas: Venus, Apolo, Marte, Júpter e Saturno é uma experiência muito agradável se observarmos as decorações com afrescos e gessos nos cinco arcos realizados em 1641-1647 por Pietro da Cortona (Cortona, 1596-Roma 1669) e finalizados por seu aluno Ciro Ferri (1659-1661; 1663-1665). Supõe-se que as salas foram dedicadas aos planetas em homenagem a Galileo Galilei,que era protegido pela família De´Medici. O tema foi decicido por Michelangelo Buonarroti, o jovem: um complexo programa alegórico para celebrar as glórias mediceas. O protagonista da narração pintada seria o futuro Cosimo III, filho do Grande Duque Ferdinando II (que o sucederá em 1670) junto a Ercole.

 A Galeria de Arte Moderna

O antigo cenário do Palácio Pitti abre suas portas à Galeria de Arte Moderna. Os apartamentos habitados pela família real até 1920, são hoje em dia, trinta salas repletas de pinturas italianas e, principalmente toscanas do Neoclassicismo e Naturalismo dos Macchiaioli. Ao atraversar estas salas respira-se um ar de história e nota-se o esplendor das mulheres nobres da época.

O percurso começa com o Neoclassicismo toscano, podemos observar os vultos astutos dos grandes expoentes potentes de famílias italianas: Demidoff, Asburgo, Lorena (salas 1-2). Notemos também o historicismo da pintura Romântica no corpo forte de ¨Sansonè ritratto da Francesco Hayez¨ (sala 5). Os retratos de Antonio Ciseri  nos tempos em que Florença era capital demostram abilidade em seus personágens (sala 7-8 ). Cores quentes e alegria de viver, servem como exemplo das escolas de paesagem da metade de 1800, junto a coleção doada à Galeria por Diego Martelli, que une o amor entre Naturalismo e Impressionismo.

As telas de Adriano Cecioni, escultor, pintor e escritor florentino, imortalaram os acontecimentos das campanhas de independência italiana do periodo pós unitário (salas 12-13). De grade importância as pinturas romanticas de Giovanni Fattori: ¨Maria Stuarda al campo di Crookstone¨ e ¨Il campo italiano dopo la battaglia di Magenta¨ (salas 12-13), o tema é o incerto êxito de duas batalhas que não tiveram nem perdedores e nem ganhadores.

As cenas que seguem, a passagem de capital de Florença para Roma, o final do Risorgimento e a União da Italia sugerem novos temas e interesses por parte dos artistas. Podemos observar ¨In birreria¨ de Riccardo Nobili (sala 17).

Giovanni Fattori e a corrente dos Macchiaioli  representam o ¨Caffé Michelangelo¨, o tema ¨Macchia¨ domina o interesse pitórico da segunda metade de 1800: ¨Libecciata¨ (sala 18).

Na sala 25 encontramos um grande exemplo de colecionismo italiano, são 43 pinturas criadas pelo industrial Emilio Gagliardini, após a guerra: ¨Luci ed ombre a Palestrina¨ de Vincenzo Cabianca (na foto ao lado de ¨Studio di donna¨ del 1862).

Em 1900 em Florença impõe-se uma nova cultura figurativa, a atenção se concentra nas preocupações do homem e do mundo que o circunda através de uma forte exigência de novas tendências que expressem vitaliadade: ¨Nudo di donna¨ de Felice Carena (sala 27).

No final do percurso, livre da influência estrangeira, voltamos a tradição italiana do Naturalismo, com exemplo de Baccio Maria Bacci e Libero Andreotti (salas 29-30).

Os vultos e as paisagens; as brincadeiras das crianças e o ânimo da guerra; a vida diária e o esplendor da corte, em um ambiente de porte irreal onde abrem-se mudos do passado sobre a Toscana e sobre a vida, com suas faces frágeis e fortes, de maestros e narradores desconhecidos.

O Museu do Tesouro do Grande Duque ou da Prata

O Museu do Tesouro do Grande Duque ou da Prata, è situado na parte esquerda do Palácio Pitti, residência de verão da família medicea. Foi instituido no século XIX. Os 25 sugestivos ambiêntes capturam a atenção dos visitantes a uma atenta observação das preciosas coleções. Grande parte dos objetos provem do famoso Tesouro de Salisburgo levado a Florença por Ferdinando III de Lorena, os vasos de pedra proveem de coleções de Pietro e Lorenzo de´Medici. O percurso começa pela Sala de Luca Pitti, que ospeda 8 bustos mediceos e a árvore genealógica da família de´Medici. A Sala seguinte foi pintada por Giovanni da San Giovanni. Na terceira Sala de Lorenzo ou Sala Escura encontram-se objetos que foram de Lorenzo de´Medici.

Através  da Capelinha tem-se acesso as três grandes Salas de Representancia, as unicas com muros afrescados, utilizadas para acolher as visitas para os Grandes Duques. Continuamos com a Sala do Marfim e a Sala do Marfim e Reliliquas da capela do Palácio Pitti.

Uma escada secreta leva ao primeiro andar, coração do tesouro do Museu: as Salas dos Camafeus e das Jóias que pertenceram a Anna Maria Luisa de´Medici. As duas Salas sucessivas contém o tesouro de Salisburgo.  A proxima sala é a Sala Oriental e Sala das Porcelanas chinêsas e japonêsas, seguem as Salas das Doações, Sala dos Moldes em Gesso de grandes pratos de prata.
Voltando ao térreo podemos observar a preciosa coleção de âmbar e, enfim, a Sala das Pedras Duras.

Museu da Moda e do Vestuário

No coração do Palácio Pitti, a moda é o centro da história e forma de arte: é a vóz narrante de festas e da vida de cada dia que são protagonistas do presente e do passado.

Situado em um pequeno edifício da Meridiana do Palácio Pitti, a galeria do vestuário consiste em 13 salas onde encontramos expostos aproximadamente 600 roupas e acessórios, com rotação bienal dos manequins que são desenhados para mostrar os personágens, estilos e dimenções das várias épocas. A decisão de mudar as roupas a cada dois anos foi tomada para preservá-los.

Desta maneira as roupas não estragarão com a luz do sol e da longa exposição. Esta constante mudança faz com que a galeria esteja sempre se renovando com novas idéias e eventos, e permite a exposição de muitas roupas.

Este único museu foi fundado em 1983 por K. Aschengreen Piacenti e cobre o período entre XVIII século e o presente. Recentemente as vestes fúnebres de Cosimo I de´ Medici, de Eleonora de Toledo e seu filho Don Garcia enriqueceram a exposição com roupas do século XIV.

A exposição começa com uma seleção de vestes para mulheres do século XVIII ao XIX. A elegância das linhas misturadas com a riqueza das salas lembra os antigos camafeus: preciósos e aristocráticos, sinuosos e elegantes, as mulheres eram as estrelas da época. O scenário muda passando da sala dedicada à moda feminina entre as duas guerras. o Fascismo exigia que a mulher fosse esposa e mãe, vestida com roupas com linhas sóbrias e sérias. Não havia nenhum espaço para frivolidade: as mulheres tinham que interpretar seu papel nas sóbrias e práticas roupas do período em que se encontravam. Uma parte da galeria hospeda a maravilhosa coleção de Flora Wiechmann Savioli, onde podemos admirar jóias criadas pela artista desde 1958 a 1968: colares, pingentes, jóias feitas em aço, prata e outros metáis pobres trabalhados artezanalmente com uma geometria simples e moderna.

No final encontramos a coleção Ferrè, recentemente doada pelo estiliasta à galeria, para a reabertura após longos restauros. Uma rica coleção de modelos criados e exibidos em um manequim origianal da sala ball: estampas e cor evidenciam o gosto pela arte da decoração que caracteriza o trabalho deste famoso estilista.


Fechamento do Museu da Moda e Vestuário

Atenção: o Museo da Moda do Palazzo Pitti permanecerá parcialmente aberto de terça-feira 13 de novembro à domingo 18 de novembro de 2018 (será possível visitar somente o primeiro corredor, salas 1-6), permanecerá completamente fechado de segunda-feira 19 de novembro de 2018 à 7 de janeiro de 2019 incluido.

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